Brasil
Será difícil repor 10 mil vagas, diz ex-chefe do Mais Médicos
A avaliação é do professor de medicina da Universidade Federal da Paraíba Felipe Proenço de Oliveira, médico que ficou por mais tempo à frente da coordenação nacional do programa, de 2013 a 2016.
17/11/2018 11h28
Por: Rodrigo Santos
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Apesar do aumento na participação de brasileiros no Mais Médicos, o preenchimento de todas as vagas abertas com a saída de médicos cubanos por profissionais brasileiros é pouco viável e há grave risco de desassistência.

A avaliação é do professor de medicina da Universidade Federal da Paraíba Felipe Proenço de Oliveira, médico que ficou por mais tempo à frente da coordenação nacional do programa, de 2013 a 2016. 

Ele estima que 367 cidades podem ficar sem nenhum médico na atenção básica. "Olhando todos os editais, não vejo como seja viável preencher 10 mil vagas com brasileiros [além dos 8.000 cubanos, há 2.000 vagas abertas]. O que pode acontecer é preencher com brasileiros formados no exterior", afirma. 

Para ele, as condições de Jair Bolsonaro (PSL) para manter o programa indicam desconhecimento do acordo com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) e Cuba, modelo adotado em outros países. "São condicionalidades que não são exigidas em nenhum outro país", diz.

As regras estavam bem delimitadas desde o início. Só com a cooperação com a Opas e Cuba foi possível preencher as vagas que os brasileiros não quiseram. Há vários municípios para os quais foram só os cubanos que se disponibilizaram a ir. Além disso, a forma de contratação foi avaliada em vários órgãos e não houve nenhuma objeção. E o STF (Supremo Tribunal Federal) respaldou dizendo que era constitucional o ingresso de médicos estrangeiros sem Revalida [prova de revalidação do diploma para médicos]. 

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