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Em visita ao Papa Francisco, Hadad defende taxação dos super ricos

Ministro viajou pela Europa em busca de apoio à iniciativa e já embarcou de volta ao Brasil

06/06/2024 às 13h57
Por: Site Feira 24 Horas
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Em visita ao Papa Francisco, Hadad defende taxação dos super ricos

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi recebido nesta quinta (6) pelo papa Francisco, no Vaticano, onde tiveram um encontro privado no início desta manhã, por volta das 8h, no horário local. A reunião durou cerca de 25 minutos, onde o ministro expôs ao pontífice a ideia da criação de um imposto global sobre grandes fortunas, apresentada pelo Brasil em fevereiro, no âmbito da presidência rotativa do G20.


Segundo matéria da Folha de São Paulo, Haddad presenteou Francisco com uma cuia e bomba para chimarrão, uma referência às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. O papa acompanhou os acontecimentos e fez uma doação de 100 mil euros (cerca de R$ 574 mil). Após o encontro, Haddad e sua comitiva embarcaram de volta para o Brasil.
Haddad, que realizou viagem de três dias, busca atrair apoio à iniciativa, que prevê cobrar 2% sobre o patrimônio de cerca de 3.000 bilionários pelo mundo. Os recursos seriam destinados para ações de combate à fome e às mudanças climáticas. Primeiro, o ministro participou como convidado de uma conferência sobre a crise da dívida no Sul Global, promovida pelo Vaticano e pelo think tank IPD (Initiative for Policy Dialogue), ligado à Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e depois teve reuniões bilaterais com os ministros Carlos Cuerpo (Espanha) e Giancarlo Giorgetti (Itália).


Em todas as ocasiões, defendeu a proposta de criação do imposto sobre bilionários, que foi recebida de forma mista. Países como França, Espanha e Alemanha endossaram a ideia, enquanto Itália e Estados Unidos demonstraram maior ceticismo. Em publicação nas redes sociais na quarta (5), o petista disse que a proposta “implica numa cooperação global para além das relações bilaterais entre blocos e países”. Para jornalistas, no dia anterior, Haddad afirmou esperar que o processo de adesão à proposta vá ser lento, mas que considera que a ideia “veio para ficar”.

“Esse processo vai decantando aos poucos. Não é simples, é uma novidade no mundo sem precedentes.”

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