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Ministério da Saúde registra que apenas 32% dos feirenses tem acesso à saúde bucal pública

“Se não fosse por este serviço da UEFS, não teríamos o diagnóstico de câncer de boca no município”.

13/06/2024 às 14h40
Por: Site Feira 24 Horas
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Foto: SECOM/FSA
Foto: SECOM/FSA

Uma pesquisa promovida recentemente, pelo Ministério da Saúde, aponta que o acesso à saúde bucal pública em Feira de Santana se restringe a apenas 32% da população. A informação é do vereador Professor Ivamberg (PT), que divulgou resultados deste balanço durante a sessão desta quarta (12), da Câmara Municipal. Odontológo por formação, ele alerta para a gravidade da falta de cuidado com os dentes: “uma cárie não tratada pode gerar complicações graves e, até mesmo,  evoluir para um câncer”.


Na prática, Ivamberg diz que a dificuldade em cuidar dos dentes de forma gratuita em Feira de Santana fica evidente, ao visitar unidades de saúde do Município. Em muitas delas, faltam materiais e insumos básicos e os equipamentos odontológicos encontram-se quebrados, afirma o vereador. Por esta razão, ele observa, muitos feirenses buscam alternativas para serem atendidos, como na clínica odontológica da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). “Se não fosse por este serviço da UEFS, não teríamos o diagnóstico de câncer de boca no município”.
O acesso à atenção básica de saúde em Feira de Santana, conforme a pesquisa divulgada pelo Professor Ivamberg, é de 72%. Ainda assim, o vereador diz que diversos munícipes relatam problemas neste tipo de atendimento, como a dificuldade em conseguir agendamento para médicos especialistas e a falta de insumos e medicamentos em diversas unidades de saúde. Além disso, faltam agentes comunitários para realizar a cobertura populacional no território feirense, que tem apenas um terço da população atendida, reclama o vereador.

LU DE RONNY


Os problemas com a atenção básica refletem diretamente na média e alta complexidade, acrescenta a vereadora Lu de Ronny (PV). Enfermeira, ela diz que a falta de tratamento está acompanhamento adequado ocasionam o “hospitalocentrismo”, quando os pacientes têm seus quadros agravados e precisam recorrer a hospitais. Desta forma, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Policlínicas ficam superlotadas, aumentando também a “fila da regulação”. “Se o problema da base não for resolvido, construir novos hospitais não vai adiantar”, alerta a vereadora.
Com reclamações recorrentes na Câmara Municipal, ela também questiona as ações da secretária Municipal de Saúde, Cristiane Campos: “o faz para atender a essas demandas? Parece que ela é fictícia”.


O vereador Pedro Américo (UB) disse ter enviado ofícios e requerimentos questionando a secretária sobre diversas pautas relacionadas à saúde, como o pagamento do piso salarial da enfermagem e o estado físico de algumas unidades de atendimento. Sem algumas respostas, ele ratifica a importância dos vereadores cobrarem esclarecimentos do Poder Executivo para compartilhar com a população: “Nós temos uma secretária e é importante cobrar essas respostas”.

 

Foto: SECOM/FSA

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