Brasil
Após desistência de Renan, Alcolumbre é eleito novo presidente do Senado
Amin ficou em segundo lugar com 13 votos. Coronel conseguiu oito votos, Reguffe ficou com seis e Collor, com três votos. Renan, apesar de não estar mais concorrendo, foi votado por cinco colegas.
02/02/2019 18h17
Por: Rodrigo Santos
Reprodução da Internet
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Após tumulto e muito bate-boca em plenário sobre o modelo de votação, voto a mais na urna e a desistência do senador Renan Calheiros (MDB-AL), o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) venceu a eleição para assumir a presidência do Senado neste sábado (2). Aliado do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), Alcolumbre assumirá o comando da Casa pela primeira vez. 

O senador foi eleito com 42 de um total de 77 votos -- os senadores Jader Barbalho (MDB-PA), Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Maria do Carmo (DEM-SE) não votaram.

Alcolumbre venceu a disputa contra os senadores Angelo Coronel (PSD-BA), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Collor (Pros-AL) e Reguffe (Sem partido-DF), que também se candidataram à presidência. A votação foi com voto secreto, registrado em cédulas, após decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli.

Amin ficou em segundo lugar com 13 votos. Coronel conseguiu oito votos, Reguffe ficou com seis e Collor, com três votos. Renan, apesar de não estar mais concorrendo, foi votado por cinco colegas.

Principal adversário de Alcolumbre na disputa, Calheiros desistiu da presidência em meio à segunda votação para a escolha do presidente da Casa. Renan reclamou do fato de se repetir "uma votação que foi anulada porque um senador colocar uma cédula dentro da outra cédula". 

Ele afirmou que "esse processo não é democrático". "Então, para demonstrar que esse processo não é democrático, eu queria lhes dizer que o Davi não é Davi, o Davi é o Golias. Ele é o novo presidente do Senado porque eu retiro minha candidatura. E eu não vou me submeter a isso", disse, em tom inflamado.

A desistência veio depois que a primeira votação, ocorrida horas antes, foi anulada por que foram contados 82 votos na urna utilizada pelos senadores -- o Senado possui 81 senadores no total. 

Antes de Renan anunciar a decisão, o senador Flávio Bolsonaro depositou seu voto e anunciou que havia desistido de exercer o direito do voto secreto. Ele anunciou que havia escolhido Davi Alcolumbre (DEM-AP), principal rival de Renan.

Após a desistência de Renan Calheiros alguns adversários de Alcolumbre, como o senador Esperidião Amin, tentaram fazer com que a votação foi cancelada e reiniciada novamente, mas os colegas da mesa diretora, que comandavam o processo, não concordaram.

Apesar da decisão de que o voto seria secreto, muitos senadores foram ao microfone declarar o voto e até exibiram as cédulas para as câmeras.

Os senadores Major Olímpio (PSL-SP), Simone Tebet (MDB-MS) e Alvaro Dias (Podemos-PR) também desistiram da disputa, ainda antes da primeira tentativa de votação. Na sexta-feita (1°), Tasso Jereissati (PSDB-CE), considerado um dos principais opositores da candidatura de Renan, já havia declinado da sua candidatura. 

A sessão para escolher quem comandará a presidência do Senado pelos próximos dois anos se iniciou na tarde de sexta, mas, após impasse, foi suspensa e retomada neste sábado.

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