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POLÍTICA

'Não vou me intimidar, vou tacar mais ovos', diz alvo de buscas por fake news

O procedimento havia sido instaurado de ofício pelo presidente do Supremo, Dias Tofolli, em 14 de março.

16/04/2019 21h09
Por: Rodrigo Santos
Reprodução
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Investigada no inquérito sobre supostas fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal, Isabella Trevisani afirmou que a ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, da Corte, não vai intimidar. "Vou tacar mais ovos", ela postou em sua conta no Facebook hoje.

"Acabei de ficar sabendo que a Polícia Federal já esteve na minha casa, já fez busca e apreensão, já levou meu computador. Ela já esteve lá às 6h da manhã, só que eu não estava sabendo, porque ontem eu vim para a Paulista e acabei ficando para cá", disse Isabella em um vídeo publicado em sua rede social.

"Eles já levaram meu computador, já levaram tudo o que eles podiam. Minha mãe recebeu a Polícia Federal em casa às 6h da manhã. Essa é a ditadura do Judiciário, eles querendo calar o povo brasileiro que luta contra eles nas ruas, eles querendo impedir, censurar de todas as maneiras possíveis."

"Então, eu só tenho um recado a vocês. Ministro Alexandre de Moraes, ministros do STF brasileiro, a hora de vocês está chegando. Vou tacar mais ovos nos carros, nos prédios, onde eu conseguir."

"Pode me aguardar. Eu não vou me calar, eu não vou me intimidar, não vai intimidar o povo brasileiro. Nós continuaremos nas ruas contra esse descaso, esse desrespeito, essa arbitrariedade imensa que vocês vêm fazendo contra nós, essa censura."

Isabella pregou o fechamento do STF no vídeo que dura cerca de 1 minutos e 30 segundos. "O STF vai cair. Eles estão é com medo. Estão tentando nos calar, porque sabem exatamente sabe que vai cair."

Alexandre viu "subversão da ordem" e ordenou buscas contra investigados por "graves ofensas à Corte".

Foram alvo de operação da PF o general da reserva Paulo Chagas, o membro da Polícia Civil de Goiás Omar Rocha Fagundes, além de Isabella Sanches de Sousa Trevisani, Carlos Antonio dos Santos, Erminio Aparecido Nadini, Gustavo de Carvalho e Silva e Sergio Barbosa de Barros.

O inquérito apura fake news, falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra a "honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros" e alcança familiares dos ministros "quando houver relação com a dignidade" deles.

A investigação mira também supostos "esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito".

Em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, informou o arquivamento do inquérito contra membros da Corte. O procedimento havia sido instaurado de ofício pelo presidente do Supremo, Dias Tofolli, em 14 de março.

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