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POLICIAL ASSASSINADO

Policial militar da Rota é assassinado em SP, o segundo em nove dias

Ele é o segundo policial da Rota assassinado em nove dias, em São Paulo. Flores foi atingido por disparos de fuzil no tórax e na cabeça, segundo as primeiras informações policiais. Ele morreu no local.

04/05/2019 23h05
Por: Rodrigo Santos

Um policial militar da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar) foi morto na manhã de hoje na zona sul de São Paulo. Fernando Flávio Flores estava em um Fiat Doblô, na porta de casa, na Rua Artur Nascimento Júnior, quando foi surpreendido por criminosos armados em um Hyundai i30, segundo a Polícia Civil. O crime ocorreu por volta das 6h35.

Ele é o segundo policial da Rota assassinado em nove dias, em São Paulo. Flores foi atingido por disparos de fuzil no tórax e na cabeça, segundo as primeiras informações policiais. Ele morreu no local.

O veículo usado para o crime foi abandonado a alguns quilômetros do local pelos criminosos. De acordo com a polícia, o veículo estava parcialmente queimado e, em seu interior, foram encontrados cartuchos de fuzil.

Imagens de segurança da região mostram que a ação aconteceu rapidamente, no momento em que o policial saía da garagem de casa. Os criminosos emparelharam o veículo branco no sentido oposto, efetuaram os disparos, desceram do carro para se aproximar do policial e fugiram.

A polícia encontrou horas depois um veículo semelhante ao usado pelos assassinos parcialmente queimado e com cartuchos de fuzil. O caso é investigado pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

No último dia 25, outro policial da Rota foi assassinado no estado. O cabo Daniel Gonçalves Correa foi atingido por cinco tiros nas costas na zona noroeste de Santos, litoral paulista. O policial estava sem farda em um evento de divulgação de um empreendimento imobiliário.

Policial já havia sido alvo de ameaças

Em depoimento prestado na manhã de hoje, um policial que trabalhava com Flores informou que a vítima já havia sido ameaçada de morte há cerca de seis meses. As ameaças teriam partido de um presidiário conhecido como "Zé Bedéu". Apesar de relatar a existência de ameaça prévia, o policial não explicou o porquê das ameaças.

MP analisa se morte está ligada à ação contra PCC

O assassinato do policial ocorreu um dia depois de o MP (Ministério Público) ter realizado uma operação em cinco cidades do estado contra o PCC. Os alvos da operação eram integrantes da facção que estariam estudando endereços de autoridades policiais e de investigação para matá-los.

A reportagem apurou com membros da Promotoria que o MP recebeu a notícia do assassinato do policial "com apreensão" e que analisa uma possível relação entre a ação de ontem e o crime de hoje.

MP também avalia se os ataques contra os dois policiais da Rota ocorreram em represália à ação que envolveu a corporação e que terminou com 11 ladrões de banco mortos em confronto, em Guararema, no interior do estado, há um mês.

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