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DEMITIDO

General Santos Cruz é demitido por Jair Bolsonaro após conflitos

Segundo informações de fontes palacianas, ele não pediu para sair, foi decisão partiu do presidente.

13/06/2019 18h20
Por: Rodrigo Santos
FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL)
FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL)

Secretário Geral da Presidência da República, general Carlos Alberto Santos Cruz, foi demitido do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Essa é a primeira baixa de um militar do governo.

A saída do ministro foi discutida na tarde desta quinta-feira (13/06/2019) com o Presidente. Segundo informações de fontes palacianas, ele não pediu para sair, foi decisão partiu do presidente. A informação foi transmitida pelo general a seus assessores mais próximos. O motivo está ligado ao maior controle que o general vinha exercendo sobre áreas vitais do Governo e que eram criticadas em outras administrações, como os contratos da Secretaria de Comunicação (Secom) e a gestão da EBC.

A principal razão, para além dos conflitos que ele teve com o guru bolsonarista, o escritor Olavo de Carvalho, e com os filhos do presidente, teve a ver com os problemas de relacionamento que ele vinha tendo com o novo secretário da Secom, Fernando Machado Diniz, que não quis se subordinar às diretrizes e normas estabelecidas pelo general para ter maior controle sobre as atividades e ações.

Na tarde desta quinta, porém, em audiência na Câmara dos deputados, ele foi bastante elogiado pelos parlamentares. O relacionamento com o Congresso era parte das suas atribuições.

Desde sua entrada no atual governo, o secretário se envolveu em uma série de crises com outros rostos que influenciam o Planalto. Entre eles, o guru presidencial, Olavo de Carvalho, e o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Além do filho do chefe do Executivo e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSL).

O guru bolsonarista chegou a convocar uma hashtag pelo Twitter pedindo a exoneração do ex-ministro Santos Cruz, que ficou entre as mais compartilhadas da rede. No mesmo dia, o general disse que Olavo é um “desocupado esquizofrênico”. Na ocasião, o presidente Bolsonaro assumiu um lado na briga e defendeu Olavo.

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