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POLÍCIA FEDERAL

PF vê contradições no depoimento de hacker que admitiu acesso a celulares de autoridades

Segundo uma fonte da Polícia Federal, não é possível descartar nenhuma possibilidade nesta investigação.

27/07/2019 09h13
Por: Rodrigo Santos

A análise preliminar de investigadores da Polícia Federal (PF) indica uma série de contradições no depoimento do hacker Walter Delgatti Neto, que disse ter invadido as contas do aplicativo de mensagens Telegram de autoridades.

Por isso, a ordem é analisar detalhadamente todos os pontos do depoimento para tentar fechar as lacunas dessa investigação. Segundo uma fonte da Polícia Federal, não é possível descartar nenhuma possibilidade nesta investigação.

E, mesmo com a informação de Delgatti de que agiu sozinho, uma fonte ressalta que a dimensão do hackeamento – atingindo as principais autoridades dos três poderes, do Ministério Público Federal, da própria Polícia Federal, além de jornalistas – pode indicar uma ação maior.

Entre pontos considerados contraditórios, está o fato de Walter Delgatti ter afirmado que não recebeu dinheiro para hackear os telefones de autoridades. Mas, ao mesmo tempo, ter dito não saber como obteve recursos para compor suas aplicações financeiras.

Ao mesmo tempo, admitiu que “realizou operação de câmbio no Aeroporto de Brasília e do Rio Grande do Norte, tendo em vista a necessidade de adquirir dólares para um amigo”. Mas, perguntado sobre qual amigo seria esse, reservou-se ao direito de permanecer em silêncio durante depoimento.

“Todas as possibilidades estão sendo investigadas. Não vamos descartar nada. Agora, teremos que checar esses primeiros depoimentos e confissões com todo o material que foi apreendido”, disse ao blog uma fonte da PF.

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