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5G?

Embaixador dos EUA ameaça o Brasil caso Huwaei não seja banida: 'Haverá consequências'

Chapman afirma que país não pode encarar a compra de equipamentos apenas como uma questão comercial e diz que 5G é questão de"segurança nacional" para os americanos

29/07/2020 06h14
Por: Site Feira 24 Horas
Foto: reprodução
Foto: reprodução

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, disse que “haverá consequências” para o governo brasileiro caso o país permita que a gigante chinesa de tecnologia Huawei forneça equipamentos para a rede 5G, cujo leilão está previsto para 2021. Ele sugeriu que empresas americanas poderiam deixar o Brasil, por temer que seus segredos de propriedade intelectual não estejam protegidos. "É uma tema bastante importante para o mundo. É a próxima geração de telecomunicações que será a base da revolução tecnológica que vai beneficiar a todos. Nosso interesse é que essa tecnologia seja usada para promoção de atividades econômicas, avanço da sociedade e para o bem de nossos princípios, como a democracia. E que essa tecnologia não seja usada para reprimir a sociedade, como estamos vendo em vários regimes autoritários no mundo.

A tecnologia deve liberar e não reprimir as pessoas. É importante que os fornecedores de um produto tão sensível tenham os mesmos princípios que você", disse o americano, em entrevista ao jornal O Globo. "Por isso, a posição dos EUA e nosso alerta para nossos amigos e aliados, como o Brasil, é saber com quem se está trabalhando. Nós já sabemos que Huawei e outras empresas da China, como a ZTE, têm a obrigação, por lei, de entregar toda a informação que passa por elas.

Trata-se da segurança nacional dos Estados", declarou. Chapman disse ainda que está em negociações intensas para fechar um acordo de facilitação de comércio com o Brasil, menosprezou os investimentos chineses no país e citou os anúncios feitos por companhias dos EUA nas últimas duas semanas, como a oferta da Digital Colony pela Oi. No entanto, ele negou envolvimento do governo americano nas negociações. "Não tem envolvimento do governo, mas, claro, estamos sempre apoiando os investimentos aqui. Isso é um trabalho em conjunto com o Brasil. Nossa relação econômica é madura", afirmou o embaixador.

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