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Babá denuncia e mãe é presa por espancar o filho por xixi na calça

Mãe responderá pela agressão em liberdade

03/12/2020 22h45
Por: Site Feira 24 Horas
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina está investigando uma mãe por agressão ao filho de cinco anos, em Balneário Camboriú. O caso veio à tona após uma babá de 17 anos notar marcas de hematomas na criança e acionar o Conselho Tutelar.

Em entrevista para a equipe Crescer, da Globo, Camille Amorim, presidente do Conselho Tutelar de Balneário Camboriú relatou estar a balada, apesar de se deparar diariamente com casos de agressão a menores.

Não teve quem não se emocionou e chorou no hospital ao ver a situação do menino. Era grave mesmo. Ele apanhou com chinelo e cabo de rodo, inclusive na cabeça, pela própria mãe. Ele tem 5 anos e conseguiu nos contar com detalhes todos os fatos.

A agressão ocorreu no sábado (28), após o menino pedir a ajuda da mãe para ir ao banheiro. Diante das inúmeras negativas da mãe, a criança não se conteve e urinou na calça.

Nesse instante, ela começou a bater nele sem parar. Primeiro, com chineladas, depois, com o cabo do rodo, inclusive na cabeça. Os médicos chegaram a suspeitar que ele tivesse sofrido traumatismo craniano por causa das marcas na cabeça. Mas, felizmente, são apenas hematomas. Mas a situação das costas da criança é inaceitável. Em algumas partes, é possível ver com clareza as marcas das tiras do chinelo – afirmou Camille.

A família não sofre de vulnerabilidade social. A mãe é instruída e trabalha como vendedora em uma loja. Ela foi presa no próprio sábado, mas está solta desde a audiência de custódia. Ela responderá pela agressão em liberdade.

 A mãe foi chamada ao hospital e conversamos com ela lá mesmo. Ela não demonstrou nenhum tipo de amor ou empatia com o filho, e não pareceu se preocupar em nenhum momento, apenas disse que ‘perdeu a cabeça’. Ela tem outro filho, uma bebê. Com essa, sim, ela estava preocupada. (…) O menino nos disse que só voltaria para casa quando ela prometesse parar de bater nele. É muito triste! – lamentou Camille.

O menino de 5 anos possui uma irmã mais nova, de pais diferentes. Ambos foram levados para o acolhimento. Até o momento, apenas a avó materna solicitou a guarda do neto. Ela já cuidava dele anteriormente, mas devido a um problema de saúde, pediu para a filha ficar com o neto. A irmã mais nova deve ter a guarda requerida pelo pai biológico.

 Mesmo que o menino retorne para a família, vamos pedir para que seja realizado também um acompanhamento psicológico. Sabemos que as marcas no corpo vão sair, mas no coração e na alma, nunca. Precisamos, cada vez mais, da conscientização dos pais para protegerem seus filhos. É fundamental também que familiares e vizinhos denunciem todos os casos de agressão – alertou a presidente do Conselho Tutelar.

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