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Além da covid, mundo tem pandemia de fome, obesidade e clima, diz ex-ministra

Em live do grupo Prerrogativas, Tereza Campello cita que coronavírus piorou problemas globais, como a insegurança alimentar

16/10/2021 15h20
Por: Site Feira 24 Horas
Além da covid, mundo tem pandemia de fome, obesidade e clima, diz ex-ministra

A ex-ministra Tereza Campello (Desenvolvimento Social e Combate à Fome) relata que a covid-19 piorou outras 3 pandemias que o planeta enfrentava antes da chegada do novo coronavírus. Ela diz que as mudanças climáticas, a obesidade e a desnutrição já estavam aí, e que, em conjunto, formam uma “sindemia global”.

Praticamente 20 milhões de brasileiros dizem passar 24 horas ou mais sem ter o que comer, mostra relatório da Rede Pessan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional). “A fome voltou a crescer no Brasil, na América Latina e no mundo todo”, afirmou a ex-ministra. Ela participou neste sábado (16.out.2021), Dia Mundial da Alimentação, de debate do Grupo Prerrogativas sobre insegurança alimentar.

“A gente vive uma pandemia de fome, em um mundo com capacidade de produzir alimentos suficientes para toda a população. A gente vive simultaneamente uma pandemia de obesidade. Hoje, a má alimentação não é só a desnutrição. Há muita gente obesa e, ao mesmo tempo, desnutrida. A mortalidade decorrente de obesidade é disparada umas das maiores do mundo. A 3ª pandemia é a própria crise climática“, declarou Tereza.

Na avaliação da especialista, é necessária uma mudança em todo o sistema de produção de alimentos. “Porque o mundo tem fome? Não é porque não produz alimento. É que quem lidera a produção de alimentos no mundo hoje está preocupado não em solucionar a segurança alimentar da população, está preocupado em ganhar lucro, em produzir cada vez mais porcaria barata, fácil de vender”.

O professor José Graziano citou que o Brasil conseguiu diminuir a fome nas últimas duas décadas com políticas públicas, como o Bolsa Família e o aumento real do salário mínimo. Ela cita que o auxílio emergencial foi fundamental para evitar a elevação da pobreza no início da pandemia. Com a redução do valor do benefício e a alta da inflação, o número voltou a subir.

“O governo ainda está discutindo se prorroga ou não o auxílio emergencial quando está fazendo um monte de coisa que pode esperar“, disse Graziano. Ele citou que a fome não é o único problema. “O número de brasileiros que comem mal pela carestia subiu. O custo da alimentação é muito forte. Os gêneros básicos, como arroz, feijão, subiram acima de 30%. As pessoas estão substituindo esses produtos nutritivos por alimentos ultraprocessados, que são mais baratos: trocam carne por salsicha, que não é a mesma coisa”.

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